Caio Katayama começou como office-boy e hoje fatura R$ 1,2 mi cobrando calotes

O administrador Caio Katayama, 44, começou a trabalhar aos 14 como office-boy no extinto Banco Econômico, em Campinas (93 km a noroeste de São Paulo). Foi na instituição, depois de passar por vários cargos, chegando a gerente de agência, que ele teve a primeira experiência no ramo de cobrança, que é o foco da empresa que ele possui hoje, a Ótris.

A empresa já recuperou mais de R$ 4 milhões para seus clientes. No ano passado, a Ótris faturou R$ 1,2 milhão. O lucro não foi revelado. “Eu tinha mais de 2.000 contas sob minha responsabilidade quando o banco teve intervenção estatal, em 1995. Com isso, os clientes acharam que não precisariam mais quitar seus débitos com a instituição. Recebemos a ordem de tentar recuperar os ativos financeiros. Consegui recuperar 60% da minha carteira em oito meses de negociações com cada cliente”.

Depois disso, ele trabalhou em várias multinacionais, sempre atuando na área financeira e de cobrança. Por fim, ficou sete anos em uma empresa que cobrava dívidas para escolas e descobriu que pequenos negócios tinham carência por este tipo de serviço.

A Ótris foi fundada em 2010, em Campinas, com investimento inicial de cerca de R$ 120 mil e apenas uma funcionária. Hoje, são 53 empregados e 250 clientes.

No início deste ano, o empresário lançou franquias para expandir sua atuação por todo o Brasil. A primeira foi aberta em Jundiaí (58 km a noroeste de São Paulo), em março. A expectativa é chegar a 100 unidades até o final de 2018, afirma Katayama. São dois modelos de negócio: microfranquia e franquia padrão.

Confira abaixo os dados, fornecidos pela Ótris:

Microfranquia (30m², quatro funcionários e atende até 100 clientes)

  • Investimento inicial: a partir de R$ 80 mil (custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro)
  • Faturamento médio mensal: R$ 40 mil
  • Lucro médio mensal: R$ 11,2 mil (28% sobre o faturamento)
  • Retorno do investimento: a partir de 8 meses

Franquia padrão (70m², 12 funcionários e atende entre 100 e 200 clientes)

  • Investimento inicial: a partir de R$ 120 mil (custos de instalação + taxa de franquia + capital de giro)
  • Faturamento médio mensal: R$ 100 mil
  • Lucro médio mensal: R$ 28 mil (28% sobre o faturamento)
  • Retorno do investimento: a partir de 6 meses

A empresa atende desde microempreendedores individuais (MEI) até empresas de médio porte, em todos os ramos, e cobra de consumidores (pessoa física e jurídica). A empresa contratante só paga se tiver dinheiro recuperado. É cobrada uma comissão sobre o valor resgatado, na faixa dos 25%, segundo o empresário.

O preço do serviço varia de acordo com a dificuldade de recuperar o dinheiro. Por exemplo, se uma empresa vende fiado, sem contrato, vai pagar uma taxa maior porque não há instrumentos jurídicos que a protejam”.

Na maioria dos casos, os devedores pagam as dívidas após as negociações. Cada empresa que contrata o serviço da Ótris oferece suas condições. Porém, há casos que vão para a esfera judicial, e a Ótris fornece materiais para embasar o processo, como o histórico da dívida e das tentativas de negociação.

 

Matéria original publicada em:

https://goo.gl/Cqzrnn

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